sou feita de matéria gana
ânsias são minhas hemácias
choro o rio que não mana

sou feita de matéria gana
ânsias são minhas hemácias
choro o rio que não mana

precisar mais
precisando de menos
lição do tempo

sou a poeta-robô
nunca falo de amô
qué uma flô?

humana
uma anã
uma nau sem norte

multiplico rabiscos e abismos
divido por malabarismos
penso que poetizo

sou avessa ao amor?
me vire do avesso
por favor

pseudo-hiato psicopata
no anonimato mata
e se faz di-tongo
