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ou na loja da Editora: Patuá
A poesia nasce a fórceps do útero do caos. Sou a mãe de criação e carrego comigo o cordão umbilical. Visto a cria com este livro, e o guardo como um patuá contra os efeitos adversos desse mesmo caos gerador.
Nos intervalos da existência, abstraída por ronrons ou um tinto seco, sugada pelos lábios do avesso – sem certezas ou verdades, dominada pela relatividade de todas as coisas, com a caixa de Schrödinger sempre lacrada, à beira dos buracos negros de um cansaço supermassivo, duvidando de tudo, do nada e do mais que dos autos dessa vida consta, observando o mundo sob o salto e acima do sol, suturando feridas com palavras, alisando cicatrizes mal formadas e experimentando o poder analgésico do resultado-, é assim que entrego à luz a poesia.