Sou cúmplice do que escrevo.
Quem rabisca aqui, não sou eu.
É aquilo que tento esconder de mim….
A sílaba morta que engoli ha pouco,
No veneno do cale-se.
No cálice de gim.
A sutileza do psicopata, perseguindo sua vítima Estudando seus hábitos. Sugando sua vida antes de furtá-la. O que escrevo me mata a cada linha Pega-me às goelas, enforca-me a garganta. Lambe-me o pus. Esconde o meu cadáver no quintal, Prega uma cruz. E espera o funeral.
O meu poema incompleto
Nasceu de nego de gueto
Semi nu e analfabeto
Mandado num papo reto.
Cheio de lixo e dejeto
Ressurrecto e profano
Ao qual se diz vá de retro
De tão horrendo ou humano.
O literato acadêmico
Falou que não era bom
Por usar tema polêmico
Chamado de anjo urbano.
E sair fora de tom.
Mas foi levado na lábia
O meu poema bufão
Com uma ginga mais sábia
Que a própria laia do cão
Subiu dez mãos pela saia
Bateu tapas no balcão
Armou uma maracutaia
Sequestrou seu coração.
E vai tão cheio de si
O meu poema ladrão
Acima do tititi
Debaixo do ribeirão
Da asa do bem-te-vi
Ao olho do furacão.
Assinado por decreto Com seu novo dialeto Que é quase anjo dileto Embora se diga ateu O meu poema incorreto Que não se rendeu ao seu Palavra pobre de preto Soneto do Zebedeu.
Descobriu meu ponto fraco Sob impacto a todo momento Foi tornando tornado tormento Me deixou sob encanto animal Me puxou para um canto de caos Sem nenhum esforço em virtude Mirou meu pescoço a longitude Numa atitude de predador Obviamente sem flor sem amor Fez minha alma sentir o arrepio Feito um lobo carente bebendo no rio Fugiu do ocaso causou o causo Feito um doce vampiro sem lar Sei lá, quis beijar minha jugular Logo eu que desprezo o profano Mas também erro e cometo enganos E para riscar do mapa essa patifaria Quebrar o encanto dessa feitiçaria Tomei um porre da melhor poesia Matei o cupido de fantasia Sustei a libido que só ludibria Joguei um gole de melancolia pro santo E como por encanto Saquei do bolso uma estaca de carvalho Um pente de osso velho e um dente de alho Nada mais justo Empoderada matei o moço Que ao ouvir minha gargalhada Morreu de susto.
Se não há rega em abundância Se não tem água com constância A regra é clara O amor verga qual vara Tudo é raro, mas qual joia avara A lei escreve dentro do legível Apesar do vento que conspira O que não te dignifica não inspira EXPIRA.
Queimadas, enchentes, furacões 01 Aquecimento global Caçadores, indústria Provocam extinção animal Pra revidar, sobreviver Protestar, combater Uma reunião animal x Bichos de toda espécie 02 Assim como fez Noé Pássaro, cavalo, besouro Rinoceronte, jacaré Camelo, bode, baleia Se brincar até sereia Seguindo essa maré x Reclamações, desabafos 03 A natureza em pauta Macaco bagunçado A girafa é muito alta Derruba sempre a parede João-de-barro com sede Arrumar pedaço que falta x Antes da reunião começar 04 Quase acontece briga Desastrado elefante Pisoteou formiga Gritou louro curioso É homicídio doloso Só para dar intriga x Leão o Rei da selva 05 Botou ordem no lugar Mostrou leopardo e pantera Mandou bicharada acalmar Fez desordem vira almoço O urubu chupa o osso Do pedaço que sobrar x Espero ter sido claro 06 Estamos entendidos Enfatizou o felino Todos serão ouvidos Temos o dia inteiro Quem será o primeiro Considerações, pedidos x Ratos organizados 07 Movendo uma ação Contra farmacêuticos Pedindo indenização Danos físicos, morais Testes laboratoriais Cobaias de medicação x Chega a vez do morcego 08 Que discursa um pouquinho Dizendo por que voa Não é passarinho Drácula não é meu parente Parem com essa gente Me chamar de vampirinho x Cansado de virar produto 09 O boto cor-de-rosa Sugeriu que acabassem Com história mentirosa Seu óleo é especial Esse folclore afinal Mata mais que aftosa x Nisso o boi deu 10 Aquele raivoso mugido Prezado amigo boto Deixe de ser metido Golfinho de meia tigela Merece ir pra panela Mamífero convencido x Aproveitando discussão 11 Raposa apaga a luz Poltronas das galinhas Rapidamente se conduz Pula, porém no bote Leva surra de caçote Peru, galo e avestruz x Querendo entrar em greve 12 Dona ovelha, Senhor Carneiro Indignados com tosa Feita por fazendeiro Deixar animal pelado Ser industrializado Ainda dormir no celeiro x Ganso barulhento afirma 13 Assim não dá mais Uso de suas penas Travesseiros e carnavais Escola de samba, fantasia Pavão também dança na folia Fornecendo a feriados anuais x Pombo-correio obsoleto 14 Tentando voltar à ativa Queimadura e choque De enguia e água-viva Todo mundo insatisfeito Punição, forma, jeito Abaixo-assinado, comitiva x Acabou o que era doce 15 Aquele abraço, já era Quem falou, tá falado Bicho calado, na espera A partir daqui Cada um por si Fera caçando fera
5 estrelas glamour -01 Só compra em butique Chega gastar para Que eu rico fique Adquirindo meu cordel Manual pra gente chique X Modesta enciclopédia -02 Uma bula versada Comportamental resumo Receita detalhada A burguesia moderna Pra você desvendada X Traição na classe “A” -03 Leva nome de affair Termo legal,bonito Pra homem,pra mulher Tática muito usada Manter status de pé X Festas são nota 10 -04 O pipoco do trovão Convites personalizados Reportagem pra televisão Tudo bom de primeira Visando evitar falação X Rico não pode ver -05 Nova tecnologia Celular,carro,eletrônicos Não importa a quantia Consegue a novidade Momento que sairia X Barzinho do passado -06 Casa possui adega Vinhos,outras bebidas Hora que quer pega Apenas uma tacinha Bebe com estilo,regra X Passa filtro solar -07 Antes de dormir Evitar sol da noite Logo cedo vai sair Blusa,cachecol,meia Frio do dia resistir X Carteira,bolsa de grife -08 Item obrigatório Gasta uma fortuna O tal do acessório Para marcar presença Destacar,ser notório X Havendo desentendimentos -09 Divergindo opiniões Necessário tradutor Em brigas,discussões Compreender vocábulos Distintos palavrões X Matrimonio diferente -10 Como empresa trabalha Assina nupcial contrato Se casamento falha Registrou no papel Finança não atrapalha X Guarda-roupa americano -11 Closet assim chamado Marceneiro,na medida Todo espaço fechado Porta dá o acesso Pro vestuário usado X Somente na LIVE -12 Que vídeo game joga Bateu aquele stress Tai chi chuan,yoga Sauna,hidromassagem No Pilates se afoga X Paga em notas altas -13 Esbanjar o que tem Não usa a de 200 Por existir só de 100 Podendo vai em dólar Para ostentar também X Comidas estranhas comem -14 Excêntrico seu paladar Scargot,caramujo Pistache,caviar Champignon,cogumelo Sushi,peixe sem assar X De plumas de ganso -15 O seu travesseiro Com sabonete líquido Lava mãos no banheiro O pape higiênico Perfumado,bom cheiro X Chega de limusine -16 Indo para evento Ou então helicóptero Cheio de barulho,vento Camaro ou ferrari Muito exibimento X Mascando chiclete -17 Lenço fica esperando E discretamente O doce enrolando Procura uma lixeira Ali vai descartando X Na cozinha confusão -18 Pense num cabaré Garfo de sobremesa Faca de pão,colher De tudo que é jeito Um exagero no talher X Sendo ele suíço -19 Come o chocolate Na marina atracado Tem luxuoso iate Roupas de encomenda Particular alfaiate X Em casa escondido -20 Uma barra de ouro Anéis de diamante Integram o tesouro Pérolas e rubis Brilhantes um estouro X Esportes que praticam -21 Golf,esgrima,hipismo Esquiando na neve Na montanha alpinismo Boliche e xadrez Fórmula 1,paraquedismo X Mania,colecionam coisas -22 Selos e miniaturas Violões,tampas,latas Álbuns de figuras Disco de vinil,livros Moedas e outras loucuras X Me despeço a sensação -23 De dever cumprido Perdoe se acaso Algo passar batido Muita riqueza fico bobo Devo ter esquecido X Socialight,magnata -24 Executivo,banqueiro Empresário,lojista Povo bom de dinheiro Compre cordel,divulgue Nosso brasil brasileiro
Evan do Carmo, Nascido na Paraíba em (29/04/64) é poeta, escritor, romancista, jornalista, músico, filósofo e crítico literário. Fundou e dirigiu o jornal Fakos Universitário. Criou em 2009 a revista Leitura e Crítica. Tem 22 livros publicados, sua obra está disponível em 12 países, (um livro editado em inglês. (O Moralista) Entre outros estão: O Fel e o Mel, Heresia poética, Elogio à Loucura de Nietzsche, Licença Poética, Labirinto Emocional, Presunção, O Cadafalso, Dente de Aço, Alma Mediana, e Língua de Fogo. Participou também com muitos contos em antologias. Foi um dos vencedores do concurso Machado de Assis do SESC DF de 2005. Em 2007 foi jurado na categoria contos do concurso Gente de Talento 2007 promovido pela Caixa Econômica Federal, ao lado de Marcelino Freire. Em 2012 criou e editou até 2015, os Jornais: Correio Brasília, Jornal de Vicente Pires, Jornal de Taguatinga e o Jornal do Gama. Evan do Carmo é estudioso da obra de José Saramago, em 2015 publicou o livro Ensaio Sobre a Loucura, e o livro Reflexões de Saramago, momentos antes de sua morte, o livro nos oferece um panorama perfeito na voz do próprio Saramago em forma de ficção ensaísta, sobre a obra do Nobel Português. Em 2016 criou a Editora do Carmo e o projeto Dez Poetas e Eu, onde já publicou 100 poetas, e o livro Um Brinde à Poesia, uma obra de coautoria com outros poetas contemporâneos. Palestras e oficinas literárias (61) 981188607
Estamos destinados à tragédia
a vida simples e comum
dos homens não nos alimenta,
queremos mais que o absurdo
dos amores correspondidos.
Queremos a fatalidade e o imprevisto
a morte no drama do gozo proibido
somos poetas, pintores, artistas
de toda sorte, contamos sempre
com o azar em forma de destino.
Queremos a vida nas cinzas da Fênix
queremos o calvário do Cristo
e a cicuta de Sócrates
queremos as asas frágeis de Ícaro..
Somos a flor murcha à beira da estrada
que o amante não conseguiu ofertar
à namorada da infância.
Somos o medo vestido de Aquiles somos a fuga e a desesperança somos o verbo na língua de Deus e o barro nas mãos do homem.
Evan do Carmo, Nascido na Paraíba em (29/04/64) é poeta, escritor, romancista, jornalista, músico, filósofo e crítico literário. Fundou e dirigiu o jornal Fakos Universitário. Criou em 2009 a revista Leitura e Crítica. Tem 22 livros publicados, sua obra está disponível em 12 países, (um livro editado em inglês. (O Moralista) Entre outros estão: O Fel e o Mel, Heresia poética, Elogio à Loucura de Nietzsche, Licença Poética, Labirinto Emocional, Presunção, O Cadafalso, Dente de Aço, Alma Mediana, e Língua de Fogo. Participou também com muitos contos em antologias. Foi um dos vencedores do concurso Machado de Assis do SESC DF de 2005. Em 2007 foi jurado na categoria contos do concurso Gente de Talento 2007 promovido pela Caixa Econômica Federal, ao lado de Marcelino Freire. Em 2012 criou e editou até 2015, os Jornais: Correio Brasília, Jornal de Vicente Pires, Jornal de Taguatinga e o Jornal do Gama. Evan do Carmo é estudioso da obra de José Saramago, em 2015 publicou o livro Ensaio Sobre a Loucura, e o livro Reflexões de Saramago, momentos antes de sua morte, o livro nos oferece um panorama perfeito na voz do próprio Saramago em forma de ficção ensaísta, sobre a obra do Nobel Português. Em 2016 criou a Editora do Carmo e o projeto Dez Poetas e Eu, onde já publicou 100 poetas, e o livro Um Brinde à Poesia, uma obra de coautoria com outros poetas contemporâneos. Palestras e oficinas literárias (61) 981188607
A seguir, trecho do primoroso livro Amargo Amargar, de Isidro Sousa, que descreve a trajetória de amor e sofrimento de seis mulheres. Isidro é escritor, antologista do selo Sui Generis e editor da revista literária digital SGmag.
Naquela manhã luminosa, passando casualmente pela igreja matriz, Beatriz deteve-se a contemplar a construção secular. Já visitara a maioria dos monumentos e locais de interesse em Vila Rica, explorara quase todo o património cultural do município, e embora não se considerasse religiosa quis apreciar a arquitectura daquele santuário.
Uma ampla porta transportou-a para o interior do templo. Ressaltaram logo várias filas de bancos em madeira. Observou as colunas esculpidas no extremo mais distante da capela;
Uma ampla porta transportou-a para o interior do templo. Ressaltaram logo várias filas de bancos em madeira. Observou as colunas esculpidas no extremo mais distante da capela; o branco entrelaçado das suas gravuras refulgia com uma incandescência avermelhada sob os raios solares que emanavam da janela, e ambos os pilares em torno do altar formavam um estranho par: o da esquerda era entalhado por simples linhas verticais enquanto o da direita se apresentava adornado por uma elaborada espiral florida. Reparando no lustre de cristal que pendia sobre a mesa de mármore, mirou o vitral à sua frente, pouco acima do altar, que seguia até ao tecto em forma de cúpula. Apreciou o púlpito brilhante, com ornamentos dourados nas colunas laterais; ao lado, um órgão musical reluzia às poucas luzes acesas.
Após uma visão geral, espiou os objectos religiosos: crucifixos, imagens sacras, esculturas, a Virgem Maria, o Menino Jesus, São Sebastião, Santa Bárbara, São José, Santo António, terços e rosários pendurados, castiçais e candelabros. Um pequeno oratório ostentava um cálice dourado defronte a uma cruz; uma aragem fria envolveu Beatriz, fazendo-a fitar esse oratório repleto de sombras tremeluzentes e ignorar as pessoas que iam ocupando os bancos. Alguém sentado ao órgão começou a melodiar uma música de harmonia leve, adorável; Beatriz lembrou que era domingo e compreendeu que iria ser celebrada a eucaristia dominical. Indiferente ao tráfego humano em solo sagrado, decidiu ir embora, porém, quando se preparava para sair, um súbito constrangimento reteve-a; embora não fosse católica praticante, já que estava na igreja assistiria à missa. Sentou-se, então, num banco da segunda fileira, ouvindo a doçura do som que o órgão emitia. Os seus olhos inquietos fixaram a imagem de Jesus Cristo crucificado: enquanto olhava as feridas espalhadas pelo corpo martirizado em barro talhado, a coroa de espinhos na cabeça, mãos, pés e o abdómen sangrando, na personificação daquele flagelo, pensava em Manuel. Porque será que ele lhe rejeitava as chamadas em determinados períodos? Porque desligava sempre o telemóvel, especialmente aos domingos? Nessa manhã, tentara telefonar-lhe três vezes. Começava a estranhar certas atitudes daquele homem que a fizera redespertar para a vida…
Absorta nestes pensamentos, mantinha-se alheia à entrada das pessoas que continuavam a encher a igreja. Um clérigo, devidamente paramentado, surgiu diante do altar. As palavras inaugurais da homilia sobressaltaram-na. Os olhos de Beatriz, que fitavam novamente as chamas bruxuleantes das velas de um candelabro, procuraram logo o altar; cruzaram-se com os olhos do sacerdote, que se deteve por momentos. E ela viu, incrédula, que os olhos do eclesiástico se perdiam nas órbitas. «Manuel?!!!… Meu Deus!», bradou, involuntariamente, para si mesma.
Nesse instante, a sua mente reviu todos aqueles que lhe atormentaram a vida:
o padrasto violando-a sistematicamente durante a infância e adolescência; o primo já adulto iludindo-a e abandonando-a na rua da amargura após ajudá-la a fugir; o primeiro rapaz que amou forçando-a a prostituir-se; o amante casado obrigando-a a abortar; o velho empresário empurrando-a para a cama para lhe oferecer o primeiro trabalho na televisão; o namorado viciado em drogas e no jogo espancando-a e roubando-lhe todas as economias…
Durante anos, Beatriz sentira-se um fantoche nas mãos dos homens; perdera totalmente a confiança neles. O dia em que conquistou um papel de destaque numa telenovela do canal de maior audiência granjeou-lhe uma confortável autonomia financeira. Desde aí, jamais se deixaria tornar a ludibriar pelos homens, passando, ela própria, a usá-los e a descartá-los, consoante as suas vontades e necessidades. Até que conheceu Manuel e a vida lhe devolveu o brilho aos lábios, o sorriso aos olhos, a auto-estima desaparecida, uma enorme vontade de recuperar o tempo perdido. Porque Manuel revelara-se diferente de todos os homens que na sua vida transitaram; era um ser humano sensível, compreensivo, envolvente, apaixonado. E agora… «Porquê, Manuel? Porquê?» A sua estrutura psicológica ruía novamente.
Continuava horrorizada, boquiaberta, paralisada no banco, olhos aprisionados no altar, alienada de tudo o que ouvia ou a envolvia. Um longo silêncio tumular imperava na sua mente absorta em pensamentos que se emaranhavam entre o bem e o mal… «Que absurdo, meu Deus!» Sentiu vontade de vomitar o seu infortúnio numa raiva incontrolada, quis gritar com toda a força dos pulmões… «Porque me mentiste, Manuel?» Mas a voz não saía. Tudo lhe flutuava na cabeça sem fazer conexão alguma; um misto de sensações alucinadas perpassava-lhe o rosto atónito enquanto o padre retomava a missa. «Porquê, Manuel?» Tombando de joelhos no chão frio, mergulhou, sufocada, na escuridão da sua dor, no vazio da esperança, no silêncio sepulcral da sua alma, revivendo, aturdida, aquele longínquo fim-de-semana em que saíra de Lisboa. Deixou-se recordar, com nostalgia, o dia em que conhecera Manuel…
Terra ferida. Sem garfo nem colher, onde só a faca corta. Onde vida é palavra morta… Homem, mulher, pouco importa. Onde se implora. Se estende a mão. Se morre em cada olhar. Onde passa a hora à espera de um pão que talvez não vá chegar. Terra de amargura. Terra farta. Terra dura. Fome, guerra. Ai, terra onde tudo mata menos a fatura!
(Carlitos, em Ecos de uma Paixão – Chiado Editora)